
por onde andam os outros do
meu
eu
afluentes de um mesmo
fluxo
um milhão de seres
talvez
mais
?
qual corrente invisível os absorveu
quando
nadávamos juntos por um
mesmo
útero
guardiões em meu
caminho
às margens de um
vermelho
rio
?
só eu respiro agora o ar
azul do
dia
ou
margeiam-me ainda na invisibilidade
do seu
mundo
?
sempre os penso
muito
perto em
asas
.
- Graça Carpes -


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