
Alison amou Priscila desde sempre.
Desde antes.
Desde quando ainda não a conhecia.
Esse aflorar do amor reconheceu-se quando seus olhos
pela primeira vista, pousaram sobre as vistas dela.
Coisas dos olhos da alma.
Mas, Alison não compreendia o porquê de Priscila
ocupar-lhe tanto espaço.
Parecia ser feita de água a tal Priscila, inundando-lhe
também o coração. Cada poro, cada falange, em cada
interior dos seus ossos, lá estava ela.
Perguntou então Alison à Priscila:
- O que você colocou naquele chá que bebi da primeira
vez em que fui em sua casa? O que me faz só pensar
em você?
Priscila oriunda ao bruxismo, pensou em responder-lhe:
“Chá de bunda!”
Mas, silenciou percebendo que Alison não compreendia a
proporção do amor.
E nunca mais voltou.
- Graça Carpes -


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