Pulsar Poético


23/05/2011


Poção e Proporção

 

 

Alison amou Priscila desde sempre.

Desde antes.

Desde quando ainda não a conhecia.

Esse aflorar do amor reconheceu-se quando seus olhos

pela primeira vista, pousaram sobre as vistas dela.

Coisas dos olhos da alma.

Mas, Alison não compreendia o porquê de Priscila

ocupar-lhe tanto espaço.

Parecia ser feita de água a tal Priscila, inundando-lhe

também o coração. Cada poro, cada falange, em cada

interior dos seus ossos, lá estava ela.

Perguntou então Alison à Priscila:


      - O que você colocou naquele chá que bebi da primeira

         vez em que fui em sua casa? O que me faz só pensar

         em você?

 

Priscila oriunda ao bruxismo, pensou em responder-lhe:

                  “Chá de bunda!”

Mas, silenciou percebendo que Alison não compreendia a

proporção do amor.

E nunca mais voltou.

 

 

 

                                  - Graça Carpes -

 

 

 

 

Escrito por Graça Carpes às 01h43
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