
"Há sempre algo de ausente que me atormenta"
- Camille Claudel -
não mais discorrerei
sobre o
amor
porque o amor está
doente
e
sobrevive a
barbitúricos
noturnos a
angústia de sua
própria
solidão
assim como Camille
Claudel e
Rodin
- Graça Carpes -

"Há sempre algo de ausente que me atormenta"
- Camille Claudel -
não mais discorrerei
sobre o
amor
porque o amor está
doente
e
sobrevive a
barbitúricos
noturnos a
angústia de sua
própria
solidão
assim como Camille
Claudel e
Rodin
- Graça Carpes -
benza-me com açúcar
benza-me com teu
carinho
o amadurecer do tempo
espiona a madrugada
acorda
acorda
douram as
mangas o
despertar
do
dia e
tudo
é
Poesia
!
- Graça Carpes -
o amor
tem suas
concretudes
intrépido
Eros
posto que
me
amas no final do
espetáculo
aguardo tua presença ao
camarim
trazendo na mão
esquerda
pulsante o
coração e em tua
direita
estendida a
mão
uma rosa do
meu
agrado depois
que desencadeie-se nosso
destino
afinal
Oxum que se preza
quer primeiro a
oferenda
para depois
o
milagre
(
que te guardem
todos os
mitos
)
- Graça Carpes -